Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

A ESTRADA MAIS BEM SINALIZADA DO PAÍS

 

 

 

 

Uma grande preocupação tem invadido todo o país por causa do elevado número de casos de sinistralidade nas nossas estradas. E com toda a razão. Basta ver todos os dias os noticiários da televisão e os títulos da comunicação social escrita para confirmarmos esta dura e trágica realidade. Os números são assustadores. Todos os dias morre gente nas nossas estradas. Portugal ocupa, neste aspecto, um dos lugares cimeiros, em termos de sinistralidade, na Europa civilizada. As entidades fiscalizadoras não se cansam de reforçar as brigadas de trânsito por ocasião de férias, de pontes ou de fins de semana prolongados. Os resultados  parecem ser cada vez mais alarmantes. A verdade é que ninguém possui a varinha mágica para minimizar a situação.Toda a gente dá sentenças sobre as maneiras mais eficazes de estancar esta sangria desatada. Tudo parece permanecer como dantes, senão pior.

Todos apontam como uma das causas mais responsáveis pela hecatombe rodoviária a falta de sinalização ou a sinalização deficiente. E a verdade é que grande parte dos acidentes se deve a esta anomalia. «Fiscalização de sinalização em estudo há um ano» – titulava na primeira página o «Jornal de Notícias» do dia 19.08.01. O que prova que o Governo reconhece a necessidade de uma revisão profunda da sinalização.

Hoje, para enaltecer um caso raro nesta matéria, apraz-me trazer para esta coluna o resultado do que me foi dado verificar numa estrada do concelho de Sabugal, aquando de uma visita relâmpago que fiz à minha terra natal – Alfaiates, - uma povoação do (nosso) concelho de Sabugal.

A estrada a que me refiro é a que liga Vilar Formoso a Alfaiates, numa extensão de 24 quilómetros. É ver para crer. Apenas com três sinaléticas diferentes, fica esclarecido todo o trajecto da via: a proibição de ultrapassar, o respectivo fim de proibição e a sinalização de curva perigosa com setas bem vivas e bem postas, a dar a extensão da curva em número de uma, duas ou três, no máximo. O condutor, se seguir escrupulosamente os sinais rodoviários e se observar os limites de velocidade, pode conduzir sua máquina sem perigo. As rectas, sendo todas de pequena extensão e sendo as curvas pouco pronunciadas, quase poderíamos dizer que houve excesso de zelo na proliferação de tal sinalização. Mas, quando se trata de questões de segurança, nada é demais. 

É verdade que a estrada desliza numa superfície plana. Mais uma razão para os aceleras se afoitarem, acelerando desabridamente. No entanto, se cumprirem as regras claramente estampadas ao longo do percurso verificarão que têm a seus pés uma estrada com a maior garantia de segurança. Para os condutores que duvidarem do que deixo escrito, aconselho-os a fazerem a viagem de dia. Para os  ainda mais incrédulos, aconselho-os a fazerem-na de noite e verificarão, tanto pela maior luminosidade dos sinais, como  pela proliferação dos mesmos, que é verdade o que afirmo.

Mesmo quando as curvas são de pequeno ângulo, o automobolista é informado do espaço a partir do qual pode acelerar sem perigo, porque transpôs a curva e se lhe segue uma recta sem lomba. Então, naquelas que obrigam a uma tripla sinalização, o desenho da estrada é de tal ordem que, num breve relance de vista,  o condutor fica de posse de todos os elementos de segurança para poder avançar sem receio, nem perigo, porque todas as curvas são precedidas do sinal de proibição de ultrapassar, seguidas das setas e do sinal de fim de proibição de ultrapassagem.

Atrevo-me a dizer que, tanto o traçado como a sinalização desta via podem servir de modelo a outras estradas do país, - tão deficientemente traçadas e sinalizadas.

Para a diminuição dos sinistros nas nossas estradas, é imprescindível que o senhor automobilista cumpra as regras ou sinais que vão sendo assinalados ao longo das vias. O que não acontece, normalmente. Infelizmente, o condutor, – o condutor português, pois é dele que se trata, o que quer não é chegar, mas chegar depressa, passando pelos sinais de trânsito, sem os ler e muito menos com a intenção de os cumprir, procurando ultrapassar tudo e todos, a todo o custo. Daí que se possa aplicar ao condutor português em geral a seguinte definição de Wood Allen:«o condutor perigoso é aquele que vos ultrapassa, apesar de todos os vossos esforços para o impedir».

A terminar, deixo a seguinte máxima tanto para os aceleras, como para os outros: mais vale perder um minuto na vida, do que perder a vida por um minuto.

 

Artur Neto Gonçalves

 

publicado por argon às 14:56
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

USOS E COSTUMES ANTIGOS E OS MODERNAÇOS

NO MEU TEMPO

 

No tempo em que me criei, numa aldEia onde campeava a pobreza, como na maior parte das aldeias portuguesas de província, nos tempos idos de Salazar,

 

ERA SINAL DE POBREZA

e motivo de troça ou/e de comiseração:

 

- andar com as calças coçadas;

- andar com as calças rotas e sujas;

- andar Com calças de pana (bombazina);

- usar 'chancas', em vez de sapatos;

- usar caLçAs com remendos, especialmente nos joelhos, nos fundilhos, no cu, ou nos 'cu'tovelos;

- andar com os cabelos desgrenhados, sujos ou compridos;

- ter calças de cotim;

- vestir peças de vestuário de tamanhos desproporcionados e de cores disparatadamente diferentes;

- ter as calças tão compridas que, no acto de andamento, varressem o chão.

 

HOJE

 

Tudo isso significa (em termos citadinos e de moda):

- andar na moda;

- vestir à moderna;

- ser rico ou de classe média ou, pelo menos, não ser pelintra.

 

Os modos e peças de vestir que hoje passam por sinal de rico e de pedante, fazem-se com os mesmos materiais e (des)fazamentos do meu tempo, só que, então, não tinham subido à categoria de excelência, nem eram tão ameneiradas as vestimentas como são hoje em dia. Os rapazes do meu tempo envergonhavam-se da sua pobreza demonstrada no seu modo de vestir, os de hoje orgulham-se de poder mostrar as vestes de marca de empresas que vivem à custa da vaidade e da prosápia da juvantude de hoje.

 

Daqui se conclui que as modas é que contam e que o resto é paisagem para esquecer.

 

Ainda a propósito, transcrevo uma frase que mandei há tempos para o Diário de Notícias e este publicou:

 

Os 'jeans' mais caros do mundo, desde sempre, apresentados em Paris, custam mil euros. A foto não engana: uma 'top model' linda de pasmar, esbelta, espectacular, exibindo um par de calças coçadas, rotas e esburacadas no joelho direito (e que joelho!).

Quando eu era garoto, lá na aldeia, só os pobrezinhos (coitadinhos!) vestiam assim.

O tempore! O mores! 

 

publicado por argon às 11:44
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

ALFAIATES

Aqui, neste grande e alto outeiro

 

Lutaram, como indómitos guerreiros,

 

Fortes, destemidos e façanhudos,

 

Aqueles que, de espírito altaneiro,

 

Iluminaram, a golpes de coragem,

 

As gestas, com seus elmos e escudos,

 

Transmitindo às outras gerações

 

Essas qualidades de patritismo e ousadia,

 

Sem as quais, ALFAIATES não seria.

publicado por argon às 22:26
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Sábado, 17 de Abril de 2010

UM BLOGUE PARA ALFAIATES

Pois é verdade! hoje criei um novo blogue dedicado à minha terra de naturalidade que se chama Alfaiates. Fica localizada no Concelho de Sabugal, a 10 km. de Espanha, a 24 de Vilar Formoso, a 20 do Sabugal, sede de concelho e a 50 da Guarda. É uma terra cuja origem se perde na noite dos tempos. Os seus monumentos  - é uma terra monumental de muito interesse patrimonial a arquitectónico. Tem sdo viositada por muitos curiosos, e estudiosos, sobretudo universitários.

Ao longo do tempo, irei produzindo textos sobre a minha terra de ontem e de hoje e sobre o que se passava no tempo em que nela vivi e passei dos mais agradáveios momentos da minha vida.

É muito bom podermos recordar esses tempos. E, então, com a facilidade tecnológica dos meios de hoje em dia à nossa disposição, ainda mais fácil se torna. Longe vão so tempos em que, como director do jornal da terra «Mensagem da Saudade» me via aflito para publicar cada um dos números do jornal. Não havia computadores, era tudo escrito com a ajuda de máquinas de escerver, com os inconvenientes que se conhecem. Até para corrigir uma letra, uma palavra, uma frase, um texto, era preciso apagar com meios imperfeitos. Agora, basta, para isso, carregar na tecla 'del' e tudo o que quisermos fica apagado. E, até, supondo que queremos voltar a ver um texto que, sem querermos, tínhamos apagado, era impossível fazê-lo aparecer de novo. Agora isso é possível carregando, apenas, num sinal para o efeito.

SAÚDO TODOS OS MEUS CONTERRÂNEOS QUE QUISEREM VISITAR ESTE BLOGUE E QUISEREM, TAMBÉM, NELE COLABORAR. AGRADEÇO QUE SE PRONUNCIEM SEMPRE QUE CONSULTAREM ESTE BLOGUE PARA EU SENTIR ESTÍMULO EM CONTINUAR. SUPONDO QUE NINGUÉM ME LÊ, EU PERGUNTO PARA QUE SERVE EU ESTAR PARA AQUI A PREGAR SÓ PARA MIM. ALIÁS, HOUVE ALGUNS CONTERRÂNEOS QUE ME INCENTIVARAM A CRIAR ESTE CONTACTO VIA iNTERNET. ORA BEM! CÀ ESTOU, EU POIS A FAZER O MEU TRABALHO DE CASA. ESPERO QUE OS MEUS LEITORES TAMBÉM FAÇAM O DELES, LENDO. é SEMOPRE MAIS FÁCIL LER DO QUE ESCREVER.  

Ainda falta colocar uma foto de um dos monumentos da nossa terra. Tenho muitas, mas não sei onde as meti. Remodelei o meu escritório e não sei onde as pus. mas elas hão-se aparecer. 

E falta, também, eu escrever mais textos. Assunto, vos garanto, não faltará!

DAQUI ENVIO A TODOS OS MEUS CONTERRÂNEOAS UM GRANDE ABRAÇO.

 

publicado por argon às 18:02
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publicado por argon às 15:39
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